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Servos e Amigos de Jesus

O
s discípulos de Jesus seriam seus amigos se amassem uns aos outros. Ao considerar a possibilidade de amizade com eles, Jesus revela-lhes essa vocação. A palavra amigo em grego é [φίλος] (fílos). E estabelece afinidade, reciprocidade. É uma acepção que exprime uma relação de intimidade tão forte que aufere o patamar do amor. Tal aptidão é efetivamente encontrada na forma de Jesus comparar a maneira como o Pai o amou e ele amou seus discípulos.
Jesus requer deles um ciclo de amor permanente de carinho e afeto extraordinários. Eles frutificariam por permanecer no seu amor. Nisso o Pai seria glorificado. Eles proclamariam ao mundo a relação de amor deles com Jesus Cristo e seus irmãos. Eram manifestos os frutos do amor de Cristo por eles à semelhança dos ramos da videira verdadeira. Jesus, a videira verdadeira, eles, os ramos. A força do eterno amor de Deus envolvê-los-ia ao exemplo do amor do Pai por Jesus, e de Jesus pelos seus discípulos. E, reciprocamente, os discípulos haveriam de amar uns aos outros. Era necessário fechar esse ciclo. Nesse ponto, a ideia de amar uns aos outros, mandamento dado pelo Senhor aos discípulos, não pode ser interpretada, a partir do parâmetro em dar a vida uns pelos outros, mas amar uns aos outros. O amor inigualável seria o fato de Cristo dá a vida por eles.
Deus envia seu filho para dar sua vida pelos seus seguidores e, por esse motivo, como a disposição de suas amizades com Jesus, os discípulos amariam uns outros como prova de suas permanências em Cristo. A forma maior de amor: Dar a vida em favor de seus amigos, era função do Salvador Jesus. Tudo já havia sido elucidado por Jesus aos discípulos, por esse motivo não seriam mais servos e, sim, amigos dele. Ser servo de Jesus Cristo é pertencer a ele sem ter sua liberdade privada. O termo usado por Jesus, nesse texto, é [υπηρέτης] (ypirét) e, não, [δούλος] (doúlos), escravo.
O fato de os discípulos serem servos de Deus não os privaria de suas liberdades. Só pode amar quem é livre. Essa máxima deve ser entendida e interpretada pelos seus seguidores. A requisição de amar promovida aos discípulos, logicamente, não seria para compor uma prova de amor a Deus, mas uma demonstração de efetiva permanência no amor de Deus por amarem-se mutuamente. Dessa forma, estariam agindo no mesmo sentido do amor de Deus. Sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. Deste modo amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Amar é uma tarefa por demais difícil, todavia imprescindível para seus amigos. O ponto mais alto do amor é a doação completa de uma vida por outra pessoa.  Portanto precisamos aprender que, somente envolvidos em todo amor de Deus, conseguiremos instruir-nos a amar. Que nossa oração ao Pai seja fundamentada no amor ao próximo para que aprendamos perdoar cada dia nossos devedores, assim como ele nos perdoa. Dessa forma, ele nos concederá uma mais altiva e intensa maneira de amizade com Jesus.

Francisco de Assis Gomes




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